(Foto: Autor desconhecido)
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Perdoem-me desde já as pessoas para quem este é um assunto susceptível de desconforto face ao mau cheiro, mas nos últimos dias fui confrontada em conversas com duas problemáticas que me sinto obrigada a abordar no sentido de tirar de cima este peso que me invadiu a reflexão crítica desde então.
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Antes de mais, tenho o prazer de anunciar que vou organizar o Movimento Feminista da Merda. É lamentável constatar que, em pleno Século XXI, as mulheres continuam a ser vítimas de uma terrível violência de género na medida em que continuam a ser alvos do preconceito de que as mulheres não cagam! Esta atitude repressiva masculina representa malefícios tanto ao nível biológico, sendo uma atitude de efeitos inibidores que não permitem a uma mulher dar um peido num grupo misto pois ela sabe que só se for um homem a fazê-lo irá ser encarado pelo grupo como um acto engraçado (sendo a consequência desta inibição a acumulação de gases que pode, inclusivé, afectar órgãos tão importantes como o coração); como ao nível pessoal e social na medida em que são confrontadas com o sentimento de vergonha se por acaso se descaem num momento em que haja representação masculina no grupo com a simples e honesta frase, "ora com licença que vou cagar" à qual se seguem comentários hostis como "Que nojo!", ou "F%&#)$-SE!" Basta de repressão! Liberdade de expressão!!!
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A segunda contingência surge na sequência de um momento em que um fosso geracional se fez sentir recentemente entre mim e uma pessoa com quem conversava animadamente sobre Merda quando descobri que as pessoas mais jovens não estão a ter acesso, como as pessoas da minha geração tiveram em tempos passados com os e-mails em cadeia, à Linguagem da Merda que categoriza os diferentes tipos de cagalhão que um indivíduo pode produzir no acto da evacuação. Assim, de forma a fazer renascer esta linguagem (e até, quem sabe, torná-la uma linguagem específica que mereça a cientificidade de outras áreas do saber como a linguagem do Direito, da Economia, da Medicina, etc.), levei a cabo uma pesquisa utilizando o método googleliano de que surgiu a recuperação das diferentes categorias cagalhónicas. Espero que este trabalho de investigação que produzi com uma enorme vontade de cagar vos venha a ser útil.
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Cagalhão Fantasma
Sentes sair, vês no papel mas não vês na sanita.
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Cagalhão 'Clean'
Sentes sair, vês na sanita mas não no papel.
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Cagalhão Eterno
Limpas, limpas, limpas... Mas fica sempre algo no papel até que decides subir as calças mas colocar papel nas cuecas para evitar as marcas de pneus.
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Cagalhão II, 'o Regresso'
Sobes as calças, mas de repente apercebes-te que tens que cagar um pouco mais.
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Cagalhão Enfarte
Cagalhão que te faz puxar tanto que até te aparece uma veia na testa.
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Cagalhão Superestrutura
Tão grande, tão grande que até tens medo de o partir ao puxar o autoclismo. Sentes-te simultaneamente surpreso/a e orgulhoso/a.
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Cagalhão 'Adorava que saísse'
Queres cagar, sentes que está próximo, mas só tens caimbras e peidos...A ponta do cagalhoto é aquela que dói tanto, tanto, tanto, que até pensas que está a sair de lado.
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Cagalhão 'Splash'
É o que sai com tanta velocidade que molhas o cu todo.
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Cagalhão 'Após uma festa'
É um líquido amarelo escuro que suja a sanita toda e que pica o cu.
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Cagalhão Rabbit
São pequenas bolinhas. Umas flutuam, outras não.
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Cagalhoto 'Surprise!!!'
Pensas que vais dar um peido mas quando dás por ela....já é tarde
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Cagalhoto 'Time-out'
Estás a cagar divinamente num WC público, mas tens que parar porque não queres que a pessoa do lado te ouça.
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Cagalhão O Barulhento
Tão barulhento que toda gente no WC se parte a rir.
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Cagalhão A Mexicana
Cheira tão mal que até pica o nariz.
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Cagalhoto Elástico
O que se recusa a cair mesmo sabendo que realmente já saiu...Esperas que abanando o rabo ele caia.